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Solon
Fishbone: O "Mago do Timbre"
Por
Edson Travassos
Dono
de um timbre único no Brasil - cristalino, límpido, encorpado e
venenoso (Como um bom vinho!) - Solon Fishbone é um persistente
defensor da boa música, não importando o risco que corra, mesmo
abrindo mão da evidência na grande mídia. Não lhe interessa se
sua música vai ou não tocar na rádio. Lhe interessa que ela seja
boa.
Prova
disso é o caminho que escolheu seguir gravando um disco totalmente
instrumental, flertando com o Jazz, não obstante o fato de ter se
consolidado na cena blues nacional tocando um "blues-rock
texano" influenciado por Steve Ray Vaughan.
Foi
o primeiro guitarrista de blues do Rio Grande do Sul a romper as
fronteiras de seu Estado e, depois, foi o primeiro a romper as
fronteiras de sua própria música.
Obstinado
pelo "timbre perfeito", é um incansável pesquisador de
instrumentos e equipamentos, principalmente os chamados "vintage",
que foram os equipamentos utilizados nos primórdios da guitarra
elétrica. Segundo ele e outros "puristas", somente
estes equipamentos são capazes de produzir o "verdadeiro
som".
Tal
é a sua paixão por tais equipamentos, que ele acabou fundando, em
sociedade com outro excelente "bluesman" gaúcho -
Vinícius Silveira - o "Guitar Garage", local onde leciona
com seu sócio, compra, vende, recupera e até reproduz tais
equipamentos, seguindo a critérios tão rigorosos que até
assustam, caso você se arrisque a perguntar...
Solon,
com que idade você começou a tocar?
Com
uns dez ou onze anos. Comecei a tocar violão, porque eu não tinha
uma guitarra. Com quinze anos passei a tocar contra-baixo em uma
banda de rock.
Então
sua primeira influência foi o rock?
Bem,
eu comecei a ouvir blues bem cedo, com uns 10 anos. O meu irmão
mais velho ouvia muito Johnny Winter, Hendrix, Eric Clapton, Stones,
e aí eu fui tendo contato com esse “blues branco”.
Eu
comecei a tocar baixo nessa banda de rock, que também tocava essas
coisas, mas sempre gostei de guitarristas de rock com uma pegada blues. Mesmo
quando tocava rock, era uma coisa sempre puxando pra praia do blues.
Eu nunca fui muito desse lado “Malmsteen”. Nunca gostei desse
tipo de coisa. Meu som sempre foi influenciado pelo blues.
E
quando você passou a ser guitarrista?
Isso
já foi com vinte anos, em 87. Apesar de, nessa época, eu ainda
tocar em bandas de rock, passei a tocar guitarra porque comecei a me
interessar mais ainda pelo blues. Comecei a procurar maneiras de me
desenvolver no instrumento.
Sozinho,
eu já tocava blues. Mas como não tinha uma banda de blues pra
tocar, eu tocava em bandas de rock. Mais adiante, enfim, eu fui
tocar em uma banda de blues chamada “Blues Makers”. Era a banda
do meu irmão mais velho, que já era guitarrista de blues naquela
época. (Nota: O irmão mais velho de Solon é
Andy Rodrigues, pioneiro do blues no Rio Grande do Sul)
Então
seu irmão já foi uma influência pra você?
Foi.
Ele era mais velho, então comprava os discos, e a gente tocava. Eu
chegava lá e já tinha um monte de discos do Johnny Winter, do Jimi
Hendrix, Eric Clapton, Roling Stones, Led Zeppelin... Ele
sempre gostou muito de música. E além de tocar, ele gostava muito
de colecionar vinil.
E
quando começou o seu trabalho solo?
O
meu trabalho solo começou em 91. Eu comecei a tocar com a minha própria
banda, com o meu próprio nome, aqui em Porto Alegre. Fui tocando em
Porto Alegre e no interior do Rio Grande do Sul por três anos até
conseguir gravar o primeiro disco, o “Blues from Southlands”.
Na
verdade, nós gravamos o Disco porque a partir de 92, 93, nós
íamos muito à São Paulo. Íamos pra lá, ficávamos um mês
tocando em vários bares, alugávamos um apartamento...voltávamos
pra cá, depois íamos de novo, ficávamos mais um tempo...
Nós
tínhamos um produtor lá que nos ajudava bastante. E foi quando
pintou o contrato com a gravadora Paradox Music.
Naquela época, a gente deu sorte porque
a Paradox tava iniciando, e eles conseguiam ainda focar legal
o artista. Ainda era uma gravadora pequena, mas eles conseguiam
trabalhar bem o que eles tinham.
Foi
uma época em que nós conseguimos muitas coisas, porque a gravadora
nos ajudou muito. E ao mesmo tempo que eles tinham essa, digamos,
boa vontade de divulgar o trabalho, eles também tinham uma boa
distribuição do disco. Então as coisas se encaixaram legal de
maneira a conseguir uma projeção nacional.
A
gente conseguiu naquela época, com a Paradox, fazer vários
programas de TV em São Paulo, tipo o “Programa Livre”, e isso
ajudou bastante para que nós pudéssemos ser conhecidos
nacionalmente, pelo menos na cena blues.
Isso foi o que deu gás pra
eu poder tocar. Rodar o Brasil tocando.
E
o segundo disco veio quando?
O
segundo disco veio em 96, foi o “Heart' n Soul”.
Esse
disco foi produzido pelo Charles Garvin, baterista do "Titãs",
não? Como é que isso rolou?
Isso
é uma história muito louca. Esse cara que fazia a produção pra nós
em São Paulo trabalhava em uma loja que o Charles frequentava. E o
cara, um dia, tava ouvindo uma fita demo nossa. Ele mostrou pro
Charles e o Charles gostou e falou: “- Pô, me dá essa fita”.
Na
época ele tava trabalhando com o Miranda, montando o selo "Banguela",
que lançou o "Raimundos". Isso foi antes do primeiro
disco. Então eu gravei o disco, e tal, e quando eu fui tocar no
"Nescafé Blues", lá em São Paulo, o Miranda me ligou e
falou que o Charles queria ver o meu show, que ele gostava do meu
trabalho. Aí eu falei: “- Legal, vou deixar o nome dos caras na
porta...” Então o Charles foi ver o show e depois a gente
conversou no camarim e tal. Depois disso ele foi fazer um curso de
produção na Inglaterra.
Então,
quando eu fui gravar o segundo disco, eu pensei em convidar alguém
pra produzir. Conversando com o Miranda, ele disse que o Charles
tava voltando da Inglaterra, que tinha feito o curso de produção
musical. Pra eu ligar pra ele que de repente ele ia achar legal. Aí
eu liguei pra ele e ele concordou, se acertou com a gravadora e nós
fizemos o trabalho.
Que
ficou excelente, por sinal. Eu acompanho o trabalho de produção do
Charles Gavin também, e é muito bom. Inclusive, ele depois começou
a trabalhar com remasterização de vinil, com uns trabalhos de
recuperação e umas coletâneas...
É,
desde essa época ele já queria trabalhar com isso, além do lance
de ser baterista dos Titãs.
E
o que aconteceu depois desse disco?
Bem,
nessa época eu já estava há dois anos com a Paradox, e nesse
disco já foi meio fraco o lance da divulgação. Na verdade, eu
levava a maior fé, tendo em vista o que eles já haviam feito pelo
primeiro disco. Então eu achava que esse segundo, ainda mais com a
produção do Charles, ia ser bem melhor, pois o disco ficou num nível
muito melhor que o primeiro, tanto técnico como musicalmente.
Mas,
enfim, a coisa não andou. A Paradox, nessa altura do campeonato, já
estava numa loucura. A gravadora já tinha crescido demais e os
caras não deram a atenção suficiente pra esse disco. O disco
passou meio “batido”, porque a gravadora não deu muita força.
Tanto
que eu tinha um contrato pra três discos com eles, e acabei nem lançando
o terceiro. Depois, em 99, uma gravadora daqui do Rio Grande do Sul
chamada “Acit”, que é uma gravadora direcionada mais pra música
regionalista, tava lançando um selo de rock chamado “Antídoto”,
e os caras do selo quiseram fazer um disco comigo. Foi quando eu fiz
o disco “Blues Galore”.
Foi
gravado em 99, e é uma evolução natural da minha música. Se
você pega o “Blues from Southlands”, e coloca do lado
dos outros dois, dá pra perceber a diferença entre eles. Tem um
sentido. É uma certa evolução do trabalho. Na verdade, eu
considero que a coisa se encaminhou, e sempre se encaminha, pra uma
coisa mais própria, não é? Pra uma linguagem mais própria.
Sempre
nós temos as nossas influências, e tem um ponto na vida que
você quer solar igual a alguém. Depois, chega um outro ponto que você
já não quer mais.
Aproveitando
esse assunto: Há pouco, você falou das suas influências. Falou de
vários caras, mas não falou de Steve Ray Vaughan, que eu vejo como
uma influência fundamental na sua música, tanto na linguagem
quanto no timbre de sua guitarra. Aliás, acho que dentre todos os
guitarristas brasileiros que “perseguem” o som de SRV, você é
o que chegou mais perto...
É
claro que eu tive muita influência do Steve Ray. Quando eu te falei
de Johnny Winter etc, era das coisas que eu ouvia naquela época.
O
Steve Ray apareceu pra mim um pouco mais tarde, quando ele apareceu
pra todo mundo mesmo, tipo em 86. E eu me amarrei no trabalho do
cara.
Na
verdade, o trabalho dele foi um dos grandes motivos de eu ter me
aprofundado no estudo do blues negro. Por que ele sempre mencionou
todas as suas influências, tipo Albert King, Fredie King, Albert Collins,
o próprio Jimi Hendrix. Então eu me apaixonei pelo som do cara,
pelo som de strato, que sempre foi a guitarra que eu gostei. O cara
tirava um “puta” som de strato.
Então
foi tudo isso. Ele tem uma baita influência na minha formação musical,
em um estilo de tocar. Com certeza é uma grande influência.
Voltando
à sua carreira: Depois de seu terceiro disco, você gravou o atual...
Isso.
Depois do “ Blues galore”, eu queria gravar um disco ao vivo,
mas foi passando o tempo, e não acontecia a coisa. E eu não queria
fazer independente, pois é muito complicado, a parte de produção
e tal.
Então
eu comecei a tocar com o “Quarteto Zap”, que era uma coisa
diferente. Músicas diferentes, um pessoal mais da área de Jazz. E
isso foi um embrião pro trabalho atual, lançado ano passado, o
“Instrumental Mood”.
Algumas
músicas desse disco são músicas que já existiam desde a época
do segundo disco, e até teriam entrado nele, mas no fim das contas
não entraram, porque a gravação do disco foi ficando apertada por
conta dos compromissos do Charles com o "Titãs".
Ele
vinha, gravava um pouco, daqui a pouco ele voltava, e tal...
E
acabou que algumas músicas ficaram na geladeira. Mas foi bom elas
terem ficado paradas um tempo pra depois serem retomadas. Hoje elas
foram tocadas como deveriam. Eu acho que eu não teria gravado elas
na época desse jeito.
E
então eu peguei mais algumas músicas que eu compus recentemente e
outras que nós tocávamos no quarteto e entrei com um projeto no
fundo de arte da prefeitura de Porto Alegre. Ganhamos o
financiamento e acabamos fazendo o disco.
Vamos
falar um pouco do blues no Brasil. Na minha opinião, a cena blues
do país anda meio feia. Por que você acha que essa cena está
assim complicada?
Eu
acho que houve uma mudança radical no comportamento das pessoas. Principalmente
do pessoal mais jovem, que é o pessoal que consome mais música ao
vivo nos bares. É o pessoal que sai à noite.
O
pessoal mais velho não tem mais aquela coisa de “sair à
noite”. É claro que eles consomem, mas consomem de outra forma,
tipo ir a um teatro, ou ir a um grande festival. Mas aquela coisa
“bar”, de “estar na noite”, não.
A
própria cena musical do Brasil, como um todo, ficou muito nivelada
por baixo. Não tem mais aquela história de "sair pra ouvir um
som". O cara quer sair “pra pegar mina”, pra “Azarar”.
Pode estar qualquer coisa tocando, qualquer porcaria.
Então
você acha que o problema não é só com o blues, mas com a música
em geral? É um problema mais de mentalidade dessa juventude, dessa
“nova geração”?
Eu
acho. Acho que a maior parte dessa geração é uma geração meio
“nada”. Uma geração alienada. Não tem muito
“berço”. Qualquer coisa serve. Pra eles, se estiver tocando um
“batidão funk”, ou se tiver tocando “dance”, “eletrônico”,
“rock”, tanto faz, o que interessa é a “balada”. A
“festança”.
Acho
que blues é uma coisa mais elaborada. Você é obrigado a pensar um
pouco. E aí a coisa complica...
E
esses festivais de blues que tem por aí? Você acha que isso ajuda
ou atrapalha?
Eu
acho que a seleção musical deles deveria ser uma coisa mais
abrangente. Eles acabam caindo sempre no mesmo. Acho que eles acabam
se repetindo. A coisa acaba enjoando. Não tem público que aguente.
A coisa acaba ficando medíocre.
E
tem um outro aspecto. A concorrência é que faz o desenvolvimento
das pessoas. Por exemplo. Aqui em Porto Alegre, tinha uma época que
tinha muita banda de blues. Hoje não tem mais. Antes tinha mais espaço, mais bandas, e por consequência,
tinha mais concorrência.
Eu
acho que isso só faz bem. Se você sabe que tem um cara que “toca
muito”, o que você vai fazer? Eu vou me esforçar pra tocar
melhor. Eu acho que o músico não tem que ter medo disso.
E
o que você acha dessa competição que existe muito no meio, entre
os músicos?
Eu
acho que existe uma competição saudável, que é legal.
Eu
peguei um DVD uma vez, da gravadora “Blue Note”, que tinha os
caras tocando Jazz, que é uma música com muito improviso.
E
enquanto um ficava tocando, o outro ficava olhando. E o que estava
tocando ficava olhando pro outro assim... tipo: "quero ver o
que ele vai fazer quando eu terminar..."
Essa é uma sacanagem
saudável.
Não
é aquela outra sacanagem, aquela competição tipo: “eu vou ficar
disputando, atrapalhando a vida daquele cara, pra ele não
despontar, não aparecer mais do que eu. Vou monopolizar as coisas
pra mim...”
Isso, eu já não acho legal.
Agora,
a competição de tocar, tocar bem, fazer um bom trabalho...
Acho
que isso só favorece.
Uma
coisa que me chama a atenção no blues, é que, originalmente, com
os negros, era uma coisa mais simples, mais cantada. A guitarra era
apenas mais uma voz do cantor. Hoje em dia, com o blues branco, acho
que o blues perdeu um pouco da sua concepção original em meio ao
virtuosismo na guitarra, que passou a ter um papel principal. Me
parece que com o branco, os solos e demonstrações de técnica são
o foco principal. O que você acha disso?
Eu
acho que o Negro toca a coisa do jeito dele. Pela experiência que
eu tive de tocar nos EUA com os artistas americanos, eu percebi que
eles tem um jeito próprio. Até quando eles fazem errado é legal!
O branco não consegue fazer isso.
O
negro quando faz uma coisa meio relaxada soa bem. O branco, quando
faz um "troço" meio vagabundo, meio relaxado, não soa
bem.
E por quê isso?
Não
sei. Tem coisas que só o negro pode fazer. O branco, pela própria
personalidade, pela própria origem, sempre faz uma coisa mais
"polida", mais, digamos assim, "certa", mais
"quadrada". O negro sempre toca de uma maneira solta, mais
"sincopada", mais quebrada. Eles têm um swing diferente.
Isso reflete.
Depois,
claro, o músico branco vai aparecendo com uma certa técnica, que
vai levando a um refinamento da coisa.
Originalmente
eles não tinham tanta técnica, ou a técnica que tinham não é
uma técnica que se sobressai pelo refinamento, mas pela
simplicidade. E isso acaba que torna ela complexa.É difícil fazer
uma coisa simples.
Eu
aproveito e te pergunto o seguinte: O que é o Blues pra você? O
que o diferencia das outras músicas?
O
Blues, pra mim, é um jeito de tocar. Você pode tocar qualquer
coisa de uma forma blues. Eu toco coisas diferentes e acaba saindo
blues, porque é uma linguagem que você acaba imprimindo na coisa.
Eu comecei a tocar blues porque, quando eu comecei a tocar guitarra,
o que eu conhecia por guitarra era uma coisa que vinha do blues.
Então eu fui pra esse lado. Eu sempre toquei blues, de um
jeito blues, mas o meu trabalho nunca foi um trabalho totalmente
tradicional.
Acho
que quem disser que faz, tá meio "fora de órbita"...
Quem
disser que faz precisa ouvir mais blues, pra saber o que realmente
é o blues tradicional. O que acaba acontecendo entre nós é que
nós não temos condições de fazer um trabalho totalmente blues,
porque nós não somos totalmente blues.
A
gente não nasceu ouvindo blues, não cresceu ouvindo blues.
Nós fomos ouvir blues depois.
Eu
tenho trinta e oito anos e fui ouvir blues com onze. Ouvir com onze,
mas prestar atenção mesmo, com uns dezesseis anos. Então, nesse
meio caminho, você acaba assimilando outras coisas, que te fazem
não conseguir destilar uma coisa absolutamente pura. Você acaba
destilando outras coisas que estão no seu "inconsciente
musical". Se você tentar fazer isso, tocar o blues totalmente
tradicional, não vai ser uma coisa totalmente natural.
Você
se dedica tanto à questão do timbre, que chega a construir
réplicas dos instrumentos vintage, seguindo minunciosamente os seus
processos originais de construção. O quanto você acha o
instrumento importante para o músico?
Ah,
isso é muito importante. Principalmente para quem toca o
instrumento de forma blues, ou rock, que em geral, é um som do
próprio instrumento. Não tem tanto processamento entre o
instrumento e o amplificador. É um som mais cru mesmo. Quanto mais
cru é o som que se quer tirar, melhor precisa ser o instrumento,
não? O que vai aparecer é o som dele, não é o som de um pedal de
efeito ou de quantos forem. É o som do captador, da madeira. Se
você botar uma distorção pesada, no final das contas você tira o
som do teu captador.
Você
acha que é só aí que está o timbre?
Não,
acho que o timbre está bastante na pegada. Um cara que tem pegada,
com um instrumento ruim, sai um som legal. Mas um cara que tem
pegada com um instrumento bom, sai um som maravilhoso!
Agora,
o cara que não tem pegada, não adianta. Esse tem que mudar de
profissão.
Você
acha que música é questão de dom?
Um
músico que não tem um dom natural e se dedica a fundo também
consegue um resultado satisfatório. Não vai ser um Hendrix, mas
funciona.
Só
que eu já vi caras que tem o dom, mas não se dedicam ao
estudo, e "tomam pau" de cara que não tem tanto dom,
porém se dedica muito mais.
E
existem
os gênios. Esses não precisam nada, é só pegar o instrumento e
sair tocando. Mas gênio é só um em meio a tantos mil...
Discografia:
-
“Blues from Southlands" (Paradox) - 1994
-
“Heart & Soul” (Paradox) - 1996
-
“Blues Galore” - (Antídoto) - 1999
-
“Instrumental Mood” (independente) -
2004
Confira
também as entrevistas anteriores:
Nuno
Mindelis (dezembro de 2005)
Flávio
Guimarães (janeiro de 2006)
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