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STAN
GETZ & CHARLIE BYRD - Jazz
Samba,
STAN GETZ
& ANTONIO CARLOS JOBIM - Their
Greatest Hits e
OLIVER
NELSON - The Blues and
the Abstract Truth
(Universal)
Por
Helton Ribeiro
Mais
um pacote de relançamentos históricos da Universal, dessa vez
enfocando a bossa nova e o blues, em gravações da Verve e da
Impulse!.
Lançado em 1962, Jazz Samba foi o disco que
apresentou a bossa ao público americano, com Desafinado, O
pato, Bahia, Samba de uma nota só e outros clássicos.
Atingiu o topo da parada pop e iniciou a febre pelo gênero nos
Estados Unidos. Byrd era um guitarrista peculiar, que fundia bossa
com blues. Getz, desde logo, tornou-se o melhor solista americano de
bossa jazz. O único ponto fraco é a percussão, tão desajeitada
como um gringo sambando.
O sucesso dos dois abriu as portas para os pais da matéria
tocarem e gravarem nos Estados Unidos. A coletânea dedicada a Jobim
e Getz reúne doze dessas gravações, não só deles mas também de
João e Astrud Gilberto, Elis Regina e Luís Bonfá: The girl
from Ipanema, Wave, Insensatez, Águas de março,
Chega de saudade, Desafinado etc.
O saxofonista Oliver Nelson é um músico subestimado. Ele
reuniu em 61 um grupo all stars (Bill Evans, Freddie Hubbard, Eric
Dolphy, Paul Chambers, Roy Haynes e George Barrow) para explorar as
possibilidades do blues. Nada é quadrado, a começar pelas
estruturas de 16, 32 e até inacreditáveis 44 compassos, e pelas
mudanças de métrica dentro de uma mesma música. Suas composições
obedecem intencionalmente a fórmulas quase matemáticas, mas não
subtraem o suingue e a simplicidade do gênero. Pelo contrário,
comprovam que o blues é uma fonte inesgotável para os grandes
criadores.
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